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"et quasi flos rosarum in diebus vernis" (Sir. 50,8) 

 

  

APOCALIPSE DE SÃO JOÃO (Ap)

 

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1

1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus Lhe fez para manifestar aos Seus servos as coisas que devem acontecer muito em breve, e que comunicou, por meio do Seu anjo, ao Seu servo João,

2 o qual atesta ser palavra de Deus e testemunho de Jesus Cristo tudo o que viu.

3 Bem-aventurado aquele que lê e aquele que ouve as palavras desta profecia, e observa as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo.

4 João às sete Igrejas que há na Ásia: Graça a vós e paz, da parte d'Aquele que é, que era e que há-de vir, da parte dos sete espíritos que estão diante do Seu trono,

5 e da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogénito dos mortos, o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama e com o Seu sangue nos livrou dos nossos pecados,

6 e fez de nós reis e sacerdotes para Deus, Seu Pai: a Ele, glória e poder pelos  séculos dos séculos. Amen.

7 “Eis que Ele vem sobre as nuvens” e todos os olhos O verão, mesmo aqueles que “O trespassaram, e se lamentarão por causa d'Ele todas as tribos da terra”. Sim. Amen.

8 Eu sou o Alfa e o Ómega, diz o Senhor Deus, Aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso.

9 Eu, João, vosso irmão e companheiro no sofrimento, na realeza e na paciência em Jesus, estive na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

10 Caí em êxtase, no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma voz forte, como de trombeta,

11 que dizia: «O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete Igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia».

12 Voltei-me para ver a voz que falava comigo, e voltando-me, vi sete candelabros de ouro e,

13 no meio dos candelabros, alguém semelhante a um Filho de Homem, vestido com uma longa túnica e cingido pelo peito com um cinto de ouro;

14 a sua cabeça e os seus cabelos eram brancos como lã branca, como neve; os seus olhos eram como uma chama de fogo;

15 os seus pés eram semelhantes ao bronze incandescente numa fornalha; e a sua voz era como o ruído de muitas águas;

16 tinha na sua mão direita sete estrelas; saía da sua boca uma espada afiada, de dois gumes; e o seu rosto era como o sol quando brilha com todo o seu esplendor.

17 Logo que O vi caí aos Seus pés como morto. Porém, Ele pôs a Sua mão direita sobre mim, dizendo: «Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último,

18 e O que vive. Estive morto, mas eis que estou vivo, pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do Abismo.

19 «Escreve, pois, as coisas que viste, não só as que são, mas também as que hão-de suceder depois destas.

20 Eis o mistério das sete estrelas que viste na Minha mão direita, e dos sete candelabros de ouro: as sete estrelas são os anjos das sete Igrejas, e os sete candelabros são as sete Igrejas».

 

 

2

1 Escreve ao anjo da Igreja de Éfeso: Isto diz Aquele que tem as sete estrelas na sua mão direita, e anda no meio dos sete candelabros de ouro:

2 Conheço as tuas obras, o teu trabalho, a tua paciência; sei que não podes suportar os maus, que experimentaste os que dizem ser apóstolos e não o são, e os achaste mentirosos;

3 tens paciência, sofreste pelo Meu nome e não desanimaste.

4 Mas tenho contra ti que deixaste a tua primeira caridade.

5 Lembra-te, pois, donde caíste, arrepende-te e volta ás tuas primeiras obras; de contrário virei a ti e removerei o teu candelabro do seu lugar, se não te arrependeres.

6 Isto, porém, tens de bom: Detestas as obras dos nicolaítas, que Eu também detesto.

7 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas: Ao vencedor darei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.

8 E ao anjo da Igreja de Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, o que esteve morto e retomou a vida:

9 Conheço a tua tribulação e a tua pobreza - mas és rico - e que és caluniado por aqueles que se dizem judeus e não o são, antes são uma sinagoga de Satanás.

10 Não temas nada do que terás que sofrer. Eis que o Diabo fará meter na prisão alguns de vós a fim de serdes tentados; tereis tribulação durante dez dias. Sê fiel até à morte, e Eu te darei a coroa da vida. 11 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas: Quem sair vencedor ficará ileso da segunda morte.

12 E ao anjo da Igreja de Pérgamo escreve: Isto diz Aquele que tem a espada afiada de dois gumes:

13 Sei onde habitas: ali onde está o trono de Satanás; sei que te conservas ligado ao Meu nome e não renegaste a fé em Mim, mesmo naqueles dias em que Antipas, Minha fiel testemunha, foi morto entre vós, onde Satanás habita.

14 Mas, tenho contra ti alguma coisa: tens contigo seguidores da doutrina de Balaão, que ensinava Balac a pôr tropeços diante dos filhos de Israel, impelindo-os a comer carnes imoladas aos ídolos e a praticar a prostituição.

15 Assim tens tu também seguidores da doutrina dos nicolaítas.

16 Arrepende-te, pois, senão, virei a ti brevemente, e lutarei contra eles com a espada da Minha boca.

17 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas: Ao vencedor darei o maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedrinha branca, e escrito na pedrinha um nome novo que ninguém conhece, senão quem o recebe.

18 E ao anjo da Igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como uma chama de fogo e cujos pés são semelhantes ao bronze.

19 Conheço as tuas obras, a tua caridade, a tua fé, o teu serviço e a tua paciência; sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras.

20 Porém, tenho contra ti que toleras Jezabel, essa mulher que se diz profetisa; ela ensina e desvia os Meus servos para fornicarem e comerem das carnes sacrificadas aos ídolos.

21 Dei-lhe tempo para fazer penitência e ela não quer arrepender-se da sua prostituição.

22 Eis que vou lançá-la num leito de dor; e aos seus companheiros de adultério lançá-los-ei numa grande tribulação, se não fizerem penitência das suas obras.

23 Ferirei de morte os seus filhos, e todas as Igrejas conhecerão que Eu sou Aquele que sonda os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as vossas obras.

24 Quanto a vós, os restantes de Tiatira, que não seguis esta doutrina e não conhecestes as “profundezas” de Satanás, - como eles as chamam -, declaro-vos que não porei sobre vós outro fardo.

25 Todavia, guardai bem aquilo que tendes até que Eu venha.

26 Àquele que vencer e que praticar as Minhas obras até ao fim, Eu lhe darei poder sobre as nações,

27 e as regerá com vara de ferro, como se quebram vasos de barro,

28 como também Eu recebi tal poder de Meu Pai; e dar-lhes-ei a Estrela da Manhã.

29 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas

 

 

3

1 E ao anjo da Igreja de Sardes escreve: Isto diz Aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens a reputação de que vives, e estás morto.

2 Sê vigilante e confirma o resto que está para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante do Meu Deus.

3 Lembra-te, pois, do que recebeste e ouviste, observa-o e arrepende-te. Se não vigiares, virei a ti como um ladrão e não saberás a que hora virei.

4 Tens, porém, algumas pessoas em Sardes que não contaminaram os seus vestidos: Acompanhar-Me-ão vestidas de branco, porque são dignas disso.

5 Aquele que vencer será assim revestido de vestes brancas, e Eu não apagarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de Meu Pai e diante dos Seus anjos.

6 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas.

7 Ao anjo da Igreja de Filadélfia escreve: Isto diz o Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de David, Aquele que abre e ninguém fechará, fecha e ninguém abrirá:

8 Conheço as tuas obras - eis que pus diante de ti uma porta aberta que ninguém pode fechar -, porque, embora tendo pouca força, guardaste a Minha palavra e não negaste o Meu nome.

9 Eis que te vou dar da sinagoga de Satanás os que dizem que são judeus e não o são, mas mentem; eis que farei com que eles venham e se prostrem a teus pés e reconheçam que te amei.

10 Porque guardaste a palavra da Minha paciência, também Eu te guardarei da hora da tentação que virá ao mundo inteiro para provar os habitantes da terra.

11 Eis que venho brevemente; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

12 Ao que vencer, fá-lo-ei uma coluna no Templo do Meu Deus e não sairá jamais dele. Escreverei sobre ele o nome do Meu Deus e o nome da cidade do Meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, vinda do Meu Deus, e o Meu novo nome.

13 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas.

14 Ao anjo da Igreja de Laodiceia escreve: Isto diz o Amen, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus:

15 Conheço as tuas obras, que não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!

16 Mas, porque és morno e não és nem frio nem quente, vou vomitar-te da Minha boca.

17 Porque dizes: Sou rico, enchi-me de bens, de nada tenho falta; e não sabes que és um infeliz e miserável, pobre, cego e nu,

18 aconselho-te a que Me compres ouro provado no fogo para te fazeres rico, roupas brancas para te vestires e ocultares a vergonha da tua nudez, e um colírio para ungir teus olhos, para que vejas.

19 Eu, aos que amo, repreendo e castigo. Tem, pois, zelo e arrepende-te.

20 Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a Minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua morada, cearei com ele, e ele comigo.

21 Àquele que vencer, fá-lo-ei sentar comigo no Meu trono, assim como Eu também venci e Me sentei com Meu Pai no Seu trono.

22 Aquele que tem ouvidos, oiça o que o Espírito diz às Igrejas.

 

 

4

1 Depois disto tive uma visão: Uma porta estava aberta no céu, e a voz, aquela primeira voz que eu tinha ouvido, como de trombeta, falava comigo, dizendo: «Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que devem acontecer depois destas».

2 Logo caí em êxtase. E eis que vi um trono que estava colocado no céu, no qual Alguém estava sentado.

3 Aquele que estava sentado era, no aspecto, semelhante a uma pedra de jaspe e de sardónica; e em volta do trono estava um arco-íris que se assemelhava à cor de esmeralda.

4 Em volta do trono vi vinte e quatro tronos, e sobre estes tronos estavam sentados vinte e quatro anciãos, vestidos de vestes brancas, e sobre as suas cabeças coroas de ouro.

5 Do trono saiam relâmpagos, vozes e trovões. Diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, que são os sete espíritos de Deus.

6 Em frente do trono havia como que um mar transparente como um cristal, e, no meio do trono e em volta do trono, quatro seres vivos cheios de olhos por diante e por detrás.

7 O primeiro ser vivo é semelhante a um leão, o segundo semelhante a um touro, o terceiro tem o rosto como de homem, e o quarto é semelhante a uma águia que voa.

8 Cada um dos quatro seres vivos tinha seis asas, e por fora e por dentro estão cheias de olhos, e não cessavam, dia e noite, de dizer: «”Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso”, O que era, que é e que há-de-vir!».

9 E quando aqueles seres vivos davam glória, honra e acção de graças Àquele que estava sentado sobre o trono e que vive pelos séculos dos séculos,

10 os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava sentado no trono e adoravam O que vive pelos séculos dos séculos, e depunham as suas coroas diante do trono, dizendo:

11 «Tu és digno, ó Senhor, nosso Deus, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas, e pela Tua vontade é que elas receberam a existência e foram criadas».

 

 

5

1 E vi na mão direita do que estava sentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos.

2 E vi um anjo forte, que gritava em alta voz: «Quem é digno de abrir o livro e de quebrar os seus selos?».

3 E ninguém podia, nem no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, abrir o livro nem olhar para ele.

4 E eu chorava muito, porque não se tinha encontrado ninguém que fosse digno de abrir o livro nem de olhar para ele.

5 Então um dos anciãos disse-me: «Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, o Rebento de David, venceu para poder abrir o livro e os seus sete selos».

6 Então vi no meio do trono e dos quatro seres vivos, e no meio dos anciãos, um Cordeiro de pé, como que imolado, com sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra.

7 Ele veio e recebeu o livro da mão direita do que estava sentado no trono.

8 E, tendo aberto o livro, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um uma cítara, e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos.

9 Cantam um cântico novo, dizendo: «Digno és de receber o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e resgataste para Deus, com o Teu sangue, homens de toda a tribo, língua, povo e nação,

10 e fizeste deles, para o nosso Deus, um reino e sacerdotes, e reinarão sobre a terra».

11 E vi; e ouvi a voz de muitos anjos em volta do trono, dos seres vivos e dos anciãos. O número deles era de miríades de miríades e de milhares de milhares,

12 que diziam em alta voz: «Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e a bênção».

13 E a toda a criatura que há no céu, sobre a terra e no mar, e a tudo quanto neles há, ouvi dizer: «Àquele que está sentado e ao Cordeiro, louvor, honra, glória e poder, pelos séculos dos séculos».

14 E os quatro seres vivos diziam: «Amen»; e os anciãos prostraram-se e adoraram.

 

 

6

1 E vi, no momento em que o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi que um dos quatro seres vivos dizia, como em voz de trovão: «Vem».

2 E vi um cavalo branco; o que estava montado nele tinha um arco; tinham-lhe dado uma coroa, e saiu com gesto vitorioso e para vencer.

3 Quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivo, que dizia: «Vem».

4 E saiu um outro cavalo, vermelho; ao que estava montado nele foi dado o poder de tirar a paz da terra e fazer com que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

5 Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivo, que dizia: «Vem». Olhei e vi um cavalo negro; o que estava montado nele tinha na sua mão uma balança.

6 E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres vivos, que dizia: «Uma medida de trigo por um denário e três medidas de cevada por um denário. Mas não causes dano ao vinho nem ao azeite».

7 Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivo, que dizia: «Vem».

8 Olhei e vi um cavalo esverdeado; o que estava montado nele tinha por nome Morte, e seguia-o o Abismo. Foi-lhe dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar à espada, à fome, com a peste e por meio das feras da terra.

9 Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que tinham dado.

10 Clamaram em voz alta, dizendo: «Até quando, Senhor, santo e verdadeiro, esperas Tu o fazer justiça e vingar o nosso sangue contra os que habitam sobre a terra?».

11 E foi dada a cada um deles uma túnica branca e foi-lhes dito que tivessem paciência ainda um pouco de tempo, até que se completasse o número dos seus companheiros e irmãos, que haviam de padecer como eles a morte.

12 Quando abriu o sexto selo, vi que sobreveio um grande terramoto. O sol tornou-se negro, como um saco de crina, a lua tornou-se toda como sangue,

13 e as estrelas caíram do céu sobre a terra, como quando a figueira, agitada por um forte vento, deixa cair os seus figos verdes.

14 O céu recolheu-se, como um livro que se enrola, e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.

15 Os reis da terra, os magnates, os capitães, os ricos, os poderosos, todos os homens, escravos e livres, se esconderam nas cavernas e entre os rochedos dos montes.

16 E diziam aos montes e aos rochedos: «Caí sobre nós e escondei-nos da face d'Aquele, que está sentado sobre o trono e da ira do Cordeiro,

17 porque chegou o grande dia da Sua ira; e quem poderá ficar de pé?»

 

 

7

1 Depois disto vi quatro anjos que estavam de pé sobre os quatro ângulos da terra, detendo os quatro ventos da terra, para que não soprassem sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma.

2 E vi outro anjo que subia do oriente e tinha o selo do Deus vivo; clamou com voz forte aos outros quatro, a quem fora dado poder de fazer mal à terra e ao mar,

3 dizendo: «Não façais mal à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos assinalado sobre a sua fronte os servos do nosso Deus».

4 E ouvi o número dos que foram assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados de todas as tribos dos filhos de Israel:

5 da tribo de Judá, doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gad, doze mil;

6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil;

7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil;

8 da tribo de Zabulon, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados. 9 Depois disto, vi aparecer uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e diante do Cordeiro, revestidos de vestes brancas, com palmas nas suas mãos.

10 E clamavam em alta voz, dizendo: «A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado sobre o trono, e ao Cordeiro».

11 Todos os anjos estavam de pé em volta do trono, dos anciãos e dos quatro seres vivos, e prostraram-se sobre os seus rostos, diante do trono, e adoraram a Deus,

12 dizendo: «Amen! Louvor, glória, sabedoria, acção de graças, honra, poder e força, pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos. Amen».

13 Então um dos anciãos, tomando a palavra, disse-me: «Estes, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e donde vieram?».

14 Respondi-lhe: «Meu Senhor, tu o sabes». E ele disse-me: «Estes são aqueles que vêm da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

15 Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu Templo. O que está sentado sobre o trono habitará no meio deles;

16 não terão mais fome nem sede, nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum,

17 porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os apascentará e levará às fontes das águas da vida, e Deus enxugará toda a lágrima dos seus olhos»

 

 

8

1 E quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora.

2 E vi os sete anjos, que estavam em pé diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas.

3 Depois veio outro anjo e parou, de pé, diante do altar, com um turíbulo de ouro; e foram-lhe dados muitos perfumes, a fim de os oferecer com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono.

4 E o fumo dos perfumes, com as orações dos santos, subiu da mão do anjo até à presença de Deus.

5 Depois o anjo tomou o turíbulo, encheu-o de fogo do altar e lançou-o sobre a terra. Houve, então, trovões, vozes, relâmpagos e um grande terramoto.

6 Os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para as tocar.

7 O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve granizo e fogo, de mistura com sangue, que foram lançados sobre a terra. Queimou-se uma terça parte da terra, foi queimada a terça parte das árvores e toda a erva verde.

8 O segundo anjo tocou a trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo. Converteu-se em sangue a terça parte do mar,

9 e a terça parte das criaturas que viviam no mar morreu, e a terça parte dos navios foi destruída.

10 O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, a arder como um facho. Caiu sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes das águas.

11 O nome da estrela é Absinto. A terça parte das águas converteu-se em absinto, e muitos homens morreram por causa daquelas águas, porque se tornaram amargas.

12 O quarto anjo tocou a trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, assim como a terça parte da Lua e a terça parte das estrelas, de maneira que se obscureceu uma terça parte delas, e o dia perdeu a terça parte do seu brilho, assim como também a noite.

13 E vi; e ouvi a voz de uma águia que voava no meio do céu, que dizia em alta voz: «Ai, ai, ai dos habitantes da terra, por causa dos restantes toques de trombeta que os três anjos estão para tocar!»

 

 

9

1 O quinto anjo tocou a trombeta. Então vi uma estrela caída do céu sobre a terra e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.

2 Ela abriu o poço do abismo, e subiu uma fumarada do poço, como fumo de uma grande fornalha, e escureceram-se o Sol e o ar com a fumarada do poço.

3 Da fumarada saíram gafanhotos para a terra, e foi-lhes dado um poder, como o poder que têm os escorpiões da terra.

4 E foi-lhes ordenado que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a nenhuma árvore, mas somente aos homens que não tivessem o selo de Deus sobre as suas frontes.

5 Foi-lhes concedido, não que os matassem, mas que os atormentassem durante cinco meses. O tormento que causam é como o tormento do escorpião quando fere um homem.

6 Naqueles dias, os homens buscarão a morte e não a encontrarão; desejarão morrer e a morte fugirá deles.

7 Os gafanhotos eram parecidos com cavalos aparelhados para a batalha; sobre as suas cabeças tinham uma espécie de coroas que pareciam de ouro, e os seus rostos eram como rostos de homens;

8 tinham os cabelos como os cabelos das mulheres, e os seus dentes eram como os dentes dos leões;

9 tinham couraças como que de ferro, e o ruído das suas asas era como o ruído de carros com muitos cavalos que correm ao combate.

10 Têm caudas com aguilhões, semelhantes às dos escorpiões, e nas caudas o poder de fazer mal aos homens durante cinco meses;

11 têm sobre si, como rei, o anjo do abismo, chamado em hebreu Abaddon e em grego Apollyon.

12 O primeiro ai já passou, e eis que vêm ainda dois ais depois destas coisas.

13 O sexto anjo tocou a trombeta, e ouvi uma voz que saía de um dos cantos do altar de ouro que está diante de Deus,

14 que dizia ao sexto anjo que tinha a trombeta: «Solta os quatro anjos que estão atados sobre o grande rio Eufrates».

15 Então foram desatados os quatro anjos que estavam preparados para a hora, o dia, o mês e o ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.

16 O número dos de cavalaria era de duzentos milhões; ouvi o seu número.

17 Eis como vi na visão os cavalos e os que estavam montados neles: tinham couraças da cor de fogo, de jacinto e de enxofre. As cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões e da sua boca saíam fumo, fogo e enxofre.

18 Por estas três pragas, isto é, pelo fogo, pelo fumo e pelo enxofre, que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens.

19 O poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas; com efeito, as suas caudas assemelham-se a serpentes, têm cabeças, e é com elas que fazem o mal.

20 Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas não se arrependeram das obras das suas mãos; não deixaram de adorar os demónios e os ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que não podem ver, nem ouvir, nem andar.

21 Nem se arrependeram dos seus homicídios, nem dos seus malefícios, nem da sua fornicação, nem dos seus roubos.

 

 

10

1 Depois, vi um outro anjo poderoso, que descia do céu, envolvido numa nuvem, e com o arco-íris sobre a sua cabeça; o seu rosto era como o sol, e as suas pernas como colunas de fogo.

2 Tinha na sua mão um livrinho aberto. E pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra,

3 e gritou com voz forte, como um leão quando ruge. Quando gritou, sete trovões fizeram ouvir as suas vozes.

4 Quando os sete trovões fizeram ouvir as suas vozes, eu dispunha-me a escrever, mas ouvi uma voz do céu que dizia: «Sela as palavras dos sete trovões, e não as escrevas».

5 E o anjo, que eu vira de pé sobre o mar e sobre a terra, “levantou a sua mão direita ao céu,

6 e jurou por Aquele que vive pelos séculos” dos séculos, que criou o céu e tudo o que há nele, a terra e tudo o que nela há, o mar e tudo o que há nele: «Já não haverá mais tempo,

7 mas nos dias em que se oiça a voz do sétimo anjo, quando comece a soar a trombeta, se cumprirá o mistério de Deus, como Ele o anunciou pelos Seus servos, os profetas».

8 E a voz que eu tinha ouvido do céu, novamente me falou e disse: «Vai e toma o livrinho que está aberto na mão do anjo que está de pé sobre o mar e sobre a terra».

9 Fui ter com o anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele respondeu-me: «Toma-o e devora-o; ele fará amargar as tuas entranhas, mas na tua boca será doce como o mel».

10 Tomei o livrinho da mão do anjo e devorei-o; na minha boca era doce como o mel, mas, depois que o devorei, as minhas entranhas ficaram amarguradas.

11 Então disse-me: «É necessário que ainda profetizes a muitos povos, nações, línguas e reis».

 

 

11

1 Depois, foi-me dada uma cana semelhante a uma vara de medir, e foi-me dito: «Levanta-te e mede o Templo de Deus, o altar e os que nele adoram.

2 Mas o átrio exterior do Templo, deixa-o de parte, não o meças, porque ele foi dado aos gentios, e eles calcarão a cidade santa durante quarenta e dois meses.

3 «E darei às Minhas duas testemunhas o poder de profetizar, vestidas de saco, durante mil duzentos e sessenta dias».

4 “Estas são as duas oliveiras e os dois candelabros, postos diante do Senhor da terra”.

5 Se alguém lhes quiser fazer mal, sairá fogo da sua boca, que devorará os seus inimigos; e se alguém os quiser prejudicar, é assim que deve morrer.

6 Eles têm poder de fechar o céu para que não chova durante o tempo da sua profecia, e têm poder sobre as águas, para as converter em sangue, e de ferir a terra com todo o género de pragas, todas as vezes que quiserem.

7 E, quando tiverem acabado de dar o seu testemunho, a Besta que sobe do abismo fará guerra contra eles, vencê-los-á e matá-los-á.

8 Os seus cadáveres ficarão estendidos nas praças da grande cidade, que se chama simbolicamente Sodoma e Egipto, onde também o Seu Senhor foi crucificado.

9 E homens de todos os povos, tribos, línguas e nações verão os seus cadáveres, durante três dias e meio, porque não permitirão que os seus cadáveres sejam sepultados.

10 E os habitantes da terra se alegrarão por causa deles e se felicitarão; e mandarão presentes uns aos outros, porque estes dois profetas tinham atormentado os que habitavam sobre a terra.

11 Mas, depois de três dias e meio, um espírito de vida, da parte de Deus, entrou neles, e eles puseram-se de pé, e um grande temor se apoderou dos que os contemplavam.

12 E ouviram uma grande voz do céu que lhes dizia: «Subi para aqui»; e subiram ao céu em uma nuvem, à vista dos seus inimigos.

13 Naquela mesma hora deu-se um grande terramoto; caiu a décima parte da cidade, e no terramoto morreram sete mil homens; os restantes encheram-se de temor e deram glória ao Deus do céu.

14 Passou o segundo ai; o terceiro virá em breve.

15 O sétimo anjo tocou a trombeta, e ouviram-se no céu grandes vozes, que diziam: «O reino deste mundo passou a ser de Nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos».

16 Então os vinte e quatro anciãos que estão sentados diante de Deus nos seus tronos, prostraram-se sobre os seus rostos e adoraram a Deus, dizendo:

17 «Graças Te damos, Senhor, Deus Omnipotente, que és e que eras, porque assumiste o Teu grande poder e reinaste.

18 As nações irritaram-se, mas chegou a Tua ira, assim como o tempo de julgar os mortos, de dar a recompensa aos profetas, Teus servos, aos santos e aos que temem o Teu nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que destruiram a terra».

19 Então abriu-se o Templo de Deus no céu, e apareceu a arca da Sua aliança. E sobrevieram relâmpagos, vozes, um terramoto e uma grande saraivada.

 

 

12

1 Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

2 Ela estava grávida, e gritava com as dores de parto, atormentada a ponto de dar à luz.

3 Foi visto ainda um outro sinal no céu: era um grande Dragão, cor de fogo, que tinha sete cabeças e dez chifres, e nas suas cabeças sete diademas.

4 A sua cauda arrastou a terça parte das estrelas do céu, e precipitou-as na terra. Depois o Dragão parou diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de devorar o seu filho, logo que ela o tivesse dado à luz.

5 Ela deu à luz um filho varão, que deve “reger todas as gentes com vara de ferro”. E o seu filho foi arrebatado para junto de Deus e para o Seu trono.

6 A Mulher fugiu para o deserto, onde tinha um lugar preparado por Deus para aí a sustentarem durante mil duzentos e sessenta dias.

7 Houve uma batalha no céu: Miguel e os seus anjos lutavam contra o Dragão, e o Dragão com os seus anjos lutavam contra ele;

8 porém, estes não prevaleceram, e não houve mais lugar para eles no céu.

9 E foi precipitado o grande Dragão, a antiga Serpente, que se chama Demónio e Satanás, que seduz todo o mundo; foi precipitado na terra, e foram precipitados com ele os seus anjos.

10 E ouvi uma voz forte no céu que dizia: «Agora chegou a salvação, a força, o reino do nosso Deus e o poder do Seu Cristo, porque o acusador de nossos irmãos, que os acusava de dia e de noite diante do nosso Deus, foi derrubado.

11 E eles venceram-no pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do Seu testemunho, porque desprezaram a sua vida até morrer.

12 Por isso, ó céus, alegrai-vos, e vós que neles habitais. Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que lhe resta poucotempo!».

13 Quando o Dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a Mulher que tinha dado à luz o filho varão,

14 mas à Mulher foram dadas duas asas de uma grande águia, a fim de voar para o deserto, ao lugar do seu retiro, onde é sustentada por um tempo, tempos e metade de um tempo, longe da Serpente.

15 Então a Serpente lançou da sua boca, atrás da Mulher, como um rio de água para fazer que Ela fosse arrebatada pela corrente.

16 Mas a terra ajudou a Mulher: abriu a sua boca e engoliu o rio que o Dragão tinha vomitado da sua boca.

17 O Dragão irou-se contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto dos seus descendentes que guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus.

18 E deteve-se sobre a areia do mar.

 

 

13

1 Depois vi levantar-se do mar uma Besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os chifres dez diademas, e, sobre as suas cabeças, nomes de blasfémia.

2 A Besta que eu vi era semelhante a um leopardo; os seus pés como pés de urso, e a sua boca como boca de leão. O Dragão deu-lhe a sua força, o seu trono e uma grande autoridade.

3 Uma das suas cabeças estava como ferida de morte, mas a sua ferida mortal tinha sido curada, e toda a terra, cheia de admiração, seguiu a Besta.

4 Prostraram-se diante do Dragão porque tinha dado o poder à Besta, e prostraram-se diante da Besta, dizendo: «Quem há semelhante à Besta? E quem poderá lutar contra ela?».

5 E foi-lhe dada uma boca que proferia coisas arrogantes e blasfémias, e foi-lhe dado o poder de agir durante quarenta e dois meses.

6 Abriu a sua boca em blasfémias contra Deus, para blasfemar contra o Seu nome, o Seu tabernáculo e os que habitam no céu.

7 Foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los, e foi-lhe dado poder sobre toda a tribo, povo, língua e nação.

8 E será adorada por todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos, desde a criação do mundo, no livro da vida do Cordeiro imolado.

9 Se alguém tem ouvidos, oiça:

10 “Aquele que está destinado ao cativeiro, irá para o cativeiro; aquele que matar pela espada, pela espada será morto”. Aqui está a paciência e a fé dos santos.

11 Depois vi outra Besta, que subia da terra e que tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas que falava como um dragão.

12 Ela exerce todo o poder da primeira Besta na sua presença, e faz com que a terra os seus habitantes adorem a primeira Besta, cuja ferida mortal tinha sido curada.

13 Realiza grandes prodígios, até mesmo fazer descer fogo do céu sobre a terra, à vista dos homens.

14 E seduz os habitantes da terra com os prodígios que se lhe permitiram fazer na presença da Besta, dizendo aos habitantes da terra que façam uma imagem em honra da Besta, que sobreviveu ao golpe da espada.

15 E foi-lhe concedido animar a imagem da Besta, de modo que esta fale, e fazer com que fossem mortos todos aqueles que não se prostrassem diante da imagem da Besta.

16 Faz com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, sejam marcados na sua mão direita ou na sua fronte,

17 para que ninguém possa comprar ou vender, excepto aquele que tenha o sinal ou o nome da Besta ou o número do seu nome.

18 Aqui é que é preciso discernimento: Quem tiver inteligência calcule o número da Besta, porque é um número de homem: este número é seiscentos e sessenta e seis.

 

 

14

1 E vi; e eis que o Cordeiro estava de pé sobre o monte Sião, e com Ele cento e quarenta e quatro mil que tinham escrito nas suas frontes o nome d'Ele e o nome de Seu Pai.

2 E ouvi uma voz do céu, como o rumor de muitas águas e como o estrondo de um grande trovão; a voz que ouvi, era como de tocadores de cítara que tocavam as suas cítaras.

3 Cantam um cântico novo diante do trono, diante dos quatro seres vivos e dos anciãos. Ninguém podia aprender este cântico, senão aqueles cento e quarenta e quatro mil que foram resgatados da terra.

4 Estes são os que não se contaminaram com mulheres, porque são virgens. Estes seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram resgatados dentre os homens como primícias para Deus e para o Cordeiro,

5 e na sua boca não se achou mentira: estão sem mácula.

6 E vi outro anjo voando no meio do céu, que tinha um evangelho eterno para anunciar aos habitantes da terra, a toda a nação, tribo, língua e povo,

7 dizendo em alta voz: «Temei o Senhor e dai-Lhe glória, porque é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas».

8 E um outro anjo o seguiu, dizendo: «Caiu, caiu aquela grande Babilónia que fez beber a todas as gentes do vinho do furor da sua depravação!».

9 Seguiu-se a estes um outro anjo, um terceiro, dizendo em alta voz: «Se alguém adorar a Besta e a sua imagem e receber o sinal dela na sua testa ou na sua mão,

10 também esse beberá do vinho da ira de Deus, deitado sem mistura no cálice da sua ira, e será atormentado em fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.

11 O fumo do seu tormento subirá pelos séculos dos séculos, sem que tenham descanso algum, nem de dia nem de noite, aqueles que adoram a Besta e a sua imagem, assim como aqueles que recebem a marca do seu nome».

12 Aqui está a paciência dos santos, dos que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.

13 E ouvi uma voz do céu, que dizia: «Escreve: Bem-aventurados desde agora os mortos que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, que descansem dos seus trabalhos, porque as suas obras os acompanham». 14 E vi uma nuvem branca e alguém sentado sobre a nuvem semelhante a um Filho de Homem, que tinha uma coroa de ouro na Sua cabeça, e na Sua mão uma foice afiada.

15 Um outro anjo saiu do Templo, gritando em alta voz para o que estava sentado sobre a nuvem: «Mete a foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, pois a seara da terra está madura».

16 Então Aquele que estava sentado sobre a nuvem lançou a foice à terra, e a terra foi ceifada.

17 E um outro anjo saiu do Templo que há no céu, tendo também ele mesmo uma foice afiada.

18 Saiu do altar outro anjo, que tem poder sobre o fogo, e gritou em alta voz para o que tinha a foice afiada, dizendo: «Mete a foice afiada e vindima os cachos da vinha da terra, porque as suas uvas estão maduras».

19 E o anjo lançou a foice à terra e vindimou a vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus.

20 O lagar foi pisado fora da cidade, e do lagar saiu sangue que subiu até aos freios dos cavalos, numa distância de mil e seiscentos estádios

 

 

15

1 E vi no céu outro sinal grande e admirável: sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque com elas é consumada a ira de Deus.

2 E vi como que um mar de vidro misturado de fogo, e os que venceram a Besta e a sua imagem e o número do seu nome, de pé sobre o mar de vidro, tendo as cítaras de Deus.

3 E cantavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: «Grandes e admiráveis são as Tuas obras, ó Senhor Deus omnipotente; justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!

4 Quem não temerá, Senhor, e não glorificará o Teu nome? Porque só Tu és santo; em consequência, todas as nações virão e se prostrarão na Tua presença, porque os Teus juízos foram manifestados».

5 E depois disto, vi que se abriu o Templo do tabernáculo do testemunho no céu;

6 e os sete anjos que traziam as sete pragas saíram do Templo, vestidos de linho puro e brilhante, e cingidos à altura do peito com cintos de ouro.

7 Então, um dos quatro seres vivos deu aos sete anjos sete taças de ouro cheias da ira de Deus que vive pelos séculos dos séculos.

8 E o Templo encheu-se do fumo da glória de Deus e do Seu poder. E ninguém podia entrar no Templo, enquanto se não cumprissem as sete pragas dos sete anjos.

 

 

16

1 E ouvi uma grande voz que saía do Templo, que dizia aos sete anjos: «Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus».

2 E foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra, e formou-se uma úlcera maligna e dolorosa nos homens que tinham o sinal da Besta e se prostravam diante da sua imagem.

3 O segundo derramou a sua taça sobre o mar, que se tornou em sangue, como de um corpo morto, e morreu todo o ser vivo que existia no mar.

4 O terceiro derramou a sua taça sobre os rios e sobre as fontes das águas que se converteram em sangue.

5 E ouvi o anjo das águas que dizia: «Justo és, Senhor, que és e que eras, Tu, o Santo, porque executaste estes juízos,

6 porque aos que derramaram o sangue dos santos e dos profetas, lhes deste também a beber sangue, pois assim o merecem!»

7 E ouvi o altar que dizia: «Sim, Senhor, Deus omnipotente, os Teus juízos são verdadeiros e justos».

8 O quarto derramou a sua taça sobre o Sol, e foi-lhe permitido queimar os homens com fogo.

9 Os homens foram atingidos com queimaduras grandes e blasfemaram do nome de Deus que tem poder sobre estas pragas, e não se arrependeram para Lhe darem glória.

10 O quinto derramou a sua taça sobre o trono da Besta; o seu reino tornou-se tenebroso, e os homens mordiam a língua com a veemência da dor,

11 e blasfemaram do Deus do céu por causa das suas dores e das suas úlceras, e não se arrependeram das suas obras.

12 O sexto derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates, e secaram-se as suas águas, de modo que ficou preparado o caminho para os reis do Oriente.

13 E vi sair da boca do Dragão, da boca da Besta e da boca do falso profeta, três espíritos imundos semelhantes a rãs,

14 que são espíritos demoníacos, que fazem prodígios, e que vão ter com os reis de toda a terra, para os juntar para a batalha do grande dia do Deus omnipotente.

15 Eis que venho como um ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda os seus vestidos, para que não ande nu e não deixe ver as suas vergonhas.

16 E eles os juntaram num lugar que, em hebraico, se chama Harmaguedon.

17 O sétimo derramou a sua taça no ar, e saiu uma grande voz do Templo, desde o trono, que dizia: «Está feito!».

18 E seguiram-se relâmpagos, vozes e trovões; depois houve um grande terramoto, tão grande que nunca houve outro igual desde que existem homens sobre a terra - tão grande foi o terramoto!

19 E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações desmoronaram-se. E Babilónia, a grande, foi recordada por Deus para lhe dar a beber o cálice do vinho da indignação da Sua ira.

20 Todas as ilhas fugiram e os montes não foram encontrados.

21 E caiu do céu sobre os homens uma grande descarga de saraiva, do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva, porque esta praga é uma praga terrível.

 

 

17

1 E veio falar comigo um dos sete anjos que tinham as sete taças, dizendo: «Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande Meretriz, que está sentada sobre muitas águas,

2 com a qual fornicaram os reis da terra, e que embriagou os habitantes da terra com o vinho da sua depravação».

3 E conduziu-me em espírito a um deserto. E vi uma mulher sentada sobre uma Besta escarlate, cheia de nomes de blasfémia, que tinha sete cabeças e dez chifres.

4 A mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, e tinha na mão uma taça de ouro cheia de abominações e das imundícies da sua prostituição.

5 Estava escrito na sua fronte um nome, um mistério: «Babilónia a grande, a mãe das impudicícias e das abominações da terra».

6 E vi esta mulher ébria de sangue dos santos e do sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, fiquei em extremo admirado.

7 E o anjo disse-me: «Porque te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da Besta que a traz e que tem sete cabeças e dez chifres.

8 A Besta que viste, era e já não é, e subirá do abismo, mas irá à perdição. E os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a criação do mundo, se encherão de pasmo, quando virem aparecer de novo a Besta, que era e que já não é.

9 Este é o sentido cheio de sabedoria. As sete cabeças são sete colinas sobre as quais a mulher está sentada. São também sete reis,

10 dos quais cinco caíram, um subsiste e o outro ainda não veio mas, quando vier, deve durar pouco tempo.

11 E a Besta, que era e que já não é, ela mesmo é um oitavo rei; todavia é um dos sete, e caminha para a perdição.

12 Os dez chifres que viste, são dez reis que ainda não receberam reino, mas receberão poder real durante uma hora, juntamente com a Besta.

13 Estes, de comum acordo, darão a sua força e o seu poder à Besta.

14 Estes combaterão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, porque Ele é o Senhor dos senhores, e o Rei dos reis; igualmente serão vencedores os que estão com Ele, os chamados, os escolhidos, os fiéis».

15 E disse-me: «As águas que viste, onde a Meretriz está sentada, são povos, multidões, nações e línguas.

16 Os dez chifres que viste, assim como a Besta, odiarão a Meretriz, a deixarão desolada e nua, comerão as suas carnes e a consumirão com fogo.

17 Porque Deus pôs nos seus corações que executem o seu desígnio e, de comum acordo, dêem o seu reino à Besta, até que se cumpram as palavras de Deus.

18 A mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra»

 

 

18

1 Depois disto, vi descer do céu outro anjo, que tinha um grande poder, e a terra foi iluminada com a sua luz.

2 Gritou com voz forte, dizendo: «Caiu, caiu Babilónia, a grande, e tornou-se habitação de demónios, guarida de todo o espírito imundo e odioso,

3 porque todas as nações beberam do vinho do furor da sua impudicícia e os reis da terra fornicaram com ela, e os mercadores da terra tornaram-se ricos com o seu luxo desenfreado!».

4 E ouvi outra voz do céu, que dizia: «Saí dela, ó Meu povo, para não serdes cúmplices dos seus delitos, e para não serdes participantes nas suas pragas,

5 porque os seus pecados acumularam -se até ao céu, e Deus lembrou-se das suas iniquidades.

6 Tratai-a como ela vos tratou e pagai-lhe o dobro do que merece; na taça que vos preparou misturai-lhe o dobro.

7 Quanto ela se glorificou e se deu ao luxo, dai-lhe tanto de tormento e lágrimas, porque diz no seu coração: “Estou sentada como rainha, não sou viúva e não verei o luto”.

8 Por isso, num só dia cairão sobre ela as suas pragas, a morte, o pranto e a fome, e será consumida pelo fogo, porque o Senhor Deus que a julgou é poderoso».

9 Os reis da terra, que pecaram com ela e viveram em delícias, chorá-la-ão e lamentá-la-ão quando virem o fumo do seu incêndio.

10 Afastar-se-ão, com medo dos tormentos dela, e dirão: «Ai, ai daquela grande cidade de Babilónia, daquela cidade forte, porque uma hora bastou para a tua condenação!».

11 E os negociantes da terra choram-na e lamentam-na, porque ninguém compra mais as sua mercadorias,

12 carregamentos de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda, de escarlate, de madeira odorífera, de objectos de marfim, de madeira preciosa, de bronze, de ferro, de mármore,

13 de canela, amomo, perfumes, mirra, incenso, vinho, azeite, flor da farinha, trigo, animais de carga, ovelhas, cavalos, carros, escravos e até vidas humanas.

14 Os frutos desejados pela tua alma se retiraram de ti, e todas as coisas delicadas e magníficas se perderam para ti, e jamais as encontrarás.

15 Os mercadores destas coisas, que se enriqueceram, estarão longe dela com medo dos seus tormentos, chorando e lamentando-se,

16 dizendo: «Ai, ai da grande cidade, que estava vestida de linho fino, de púrpura e de escarlate, e que se adornava de ouro, de pedras preciosas e de pérolas,

17 porque num momento foram reduzidas a nada tantas riquezas!». E todos os pilotos, todos os que fazem navegação costeira, os marinheiros e quantos trabalham no mar, ficaram ao longe,

18 e, vendo o fumo do seu incêndio, clamavam, dizendo: «Que cidade era semelhante a esta grande cidade?».

19 E lançavam pó sobre as suas cabeças e clamavam, chorando e lamentando-se assim: «Ai, ai daquela grande cidade, de cujas riquezas se enriqueceram todos os que têm navios no mar, porque num momento foi arruinada!

20 «Exulta sobre ela, ó céu, e vós, os santos, os apóstolos e os profetas, porque Deus, julgando-a, vos fez justiça».

21 E um anjo forte levantou uma pedra, como uma grande mó de moinho e lançou-a ao mar, dizendo: «Com este ímpeto será precipitada Babilónia, a grande cidade, e jamais será encontrada.

22 Não se ouvirá mais em ti a voz dos tocadores de cítara, dos músicos, dos tocadores de flauta e de trombeta; não se encontrará mais em ti artista algum de qualquer arte, nem se ouvirá mais em ti o ruído da mó,

23 nem luzirá mais em ti a luz da lâmpada; nem se ouvirá mais em ti a voz do esposo e da esposa, porque os teus mercadores eram os grandes da terra, e porque os teus malefícios seduziram todas as nações.

24 E nela foi encontrado o sangue dos profetas e dos santos e de todos os que foram imolados sobre a terra».

 

 

19

1 Depois disto, ouvi no céu a voz forte de uma grande multidão, que dizia: «Aleluia! A salvação, a glória e o poder são do nosso Deus,

2 porque os Seus juízos são verdadeiros e justos, porque julgou a grande Meretriz que corrompia a terra com a sua prostituição, e vingou o sangue dos Seus servos».

3 E pela segunda vez disseram: «Aleluia! O fumo dela sobe pelos séculos dos séculos!».

4 Então, os vinte e quatro anciãos e os quatro seres vivos prostraram-se e adoraram a Deus que estava sentado sobre o trono, dizendo: «Amen. Aleluia».

5 E do trono saiu uma voz que dizia: «Dai louvor ao nosso Deus, vós todos os Seus servos e quantos O temeis, pequenos e grandes!».

6 E ouvi uma espécie de voz de grande multidão, como o ruído de muitas águas e como o estampido de grandes trovões, a dizer: «Aleluia, porque o Senhor nosso Deus, o omnipotente, tomou posse do Seu reino.

7 Alegremo-nos, exultemos, demos-Lhe glória, porque chegaram as núpcias do Cordeiro, e Sua esposa está preparada.

8 E foi-lhe dado vestir-se de linho puro, resplandecente. Este linho são as boas obras dos santos».

9 E disse-me: «Escreve: Bem-aventurados os que foram chamados ao banquete das núpcias do Cordeiro!». E ajuntou: «Estas são as verdadeiras palavras de Deus».

10 Então caí a seus pés para o adorar, mas ele disse-me: «Vê, não faças isso! Eu sou servo como tu e como teus irmãos que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus. De facto o testemunho de Jesus é o espírito da profecia».

11 E vi o céu aberto, e apareceu um cavalo branco; e o que estava montado nele, chama-se Fiel e Verdadeiro, que julga com justiça e combate.

12 Os seus olhos são como uma chama de fogo; tem sobre a cabeça muitos diademas; traz um nome escrito, que ninguém conhece senão Ele mesmo,

13 e traz um manto tingido de sangue e o Seu nome é Verbo de Deus.

14 Os exércitos que estão no céu seguem-n'O em cavalos brancos, vestidos de linho branco e puro.

15 Da Sua boca sai uma espada afiada, para ferir com ela as nações; Ele “rege-las-á com ceptro de ferro”; Ele é quem pisa o lagar do vinho da ardente ira de Deus omnipotente.

16 No Seu manto e na Sua coxa, está escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.

17 E vi um anjo que de pé, sobre o Sol, clamava com voz forte a todas as aves que voavam no meio do céu: «Vinde, juntai-vos para o grande banquete de Deus,

18 a fim de comerdes carne de reis, carne de capitães, carne de poderosos, carne de cavalos e seus cavaleiros, carne de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes».

19 E vi a Besta, os reis da terra e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra Àquele que estava montado sobre o cavalo e ao Seu exército.

20 Mas a Besta foi capturada e com ela o falso profeta que tinha feito prodígios na sua presença, com os quais tinha seduzido os que haviam recebido a marca da Besta e adorado a sua imagem. Ambos foram lançados vivos no tanque de fogo que arde com enxofre.

21 Os outros foram mortos pela espada que saía da boca d'Aquele que estava montado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram com as suas carnes.

 

 

20

1 E vi descer do céu um anjo que tinha na sua mão a chave do abismo e uma grande corrente.

2 Prendeu o Dragão, a Serpente antiga, que é o Demónio e Satanás, e acorrentou-o por mil anos.

3 Meteu-o no abismo que fechou e selou, para que não seduza mais as nações até se completarem os mil anos. Depois disto deve ser solto por um pouco de tempo.

4 E vi tronos; e àqueles que se sentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi também as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos os que não adoraram a Besta nem a sua imagem, nem receberam a sua marca sobre a fronte ou na mão; esses voltaram à vida e reinaram com Cristo durante mil anos.

5 Os outros mortos não voltaram à vida até que se completaram os mil anos. É a primeira ressurreição.

6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre estes, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com Ele durante mil anos.

7 Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,

8 sairá a seduzir as nações que estão nos quatro ângulos da terra, a Gog e a Magog, e as juntará para a batalha; o seu número é como a areia do mar.

9 E subiram pela superfície da terra e cercaram os acampamentos dos santos e a cidade amada. Mas desceu fogo do céu que os devorou.

10 E o Diabo, que os seduzia, foi metido no tanque de fogo e de enxofre, onde também a Besta e o falso profeta serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos.

11 E vi um grande trono branco e Aquele que estava sentado nele; ante a Sua presença a terra e o céu fugiram, sem deixar rasto de si.

12 E vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e foram abertos livros. E foi aberto um outro livro, que é o da vida; e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

13 O mar entregou os mortos que estavam nele, a Morte e o Hades entregaram os mortos que estavam neles, e cada um foi julgado segundo as suas obras.

14 Depois a Morte e o Hades foram lançados no tanque de fogo. O tanque de fogo é a segunda morte.

15 E aquele que não se encontrou inscrito no livro da vida foi lançado no tanque de fogo.

 

 

21

1 E vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra desapareceram, e o mar já não existe.

2 E vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, adornada como uma esposa que se enfeitou para o seu esposo.

3 E ouvi uma grande voz vinda do trono que dizia: «Eis o tabernáculo de Deus com os homens! Habitará com eles e eles serão o Seu povo, e o próprio Deus estará com eles.

4 Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem pranto, nem grito, nem dor, porque todo o anterior já passou».

5 E O que estava sentado no trono disse: «Eis que faço novas todas as coisas». E acrescentou: «Escreve: estas palavras são fiéis e verdadeiras».

6 Depois disse -me: «Está feito! Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. Àquele que tiver sede darei gratuitamente da fonte da água da vida.

7 Aquele que vencer, terá esta herança, e “Eu serei Seu Deus e ele será Meu filho”.

8 Mas, pelo que toca aos cobardes, aos incrédulos, aos execráveis, aos homicidas, aos fornicadores, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no tanque ardente de fogo e de enxofre, que é a segunda morte».

9 E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas e falou comigo, dizendo: «Vem, e eu te mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro».

10 E transportou-me em espírito a uma grande e alta montanha e mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, que descia do céu de junto de Deus,

11 resplandecente da glória de Deus; a sua luz era semelhante a uma pedra muito preciosa, a uma pedra de jaspe cristalino.

12 Tinha um muro grande e alto com doze portas, e sobre as portas doze anjos e uns nomes escritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.

13 Três portas ao nascente, três portas ao norte, três portas ao sul e três portas ao poente.

14 A muralha da cidade tinha doze fundamentos, e neles os doze nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro.

15 E aquele que falava comigo tinha uma cana de ouro para medir a cidade, as suas portas e a muralha.

16 A cidade é quadrangular, tão comprida como larga. Mediu a cidade com a cana e tinha doze mil estádios. O seu comprimento, a sua altura e a sua largura eram iguais.

17 Mediu também a muralha: cento e quarenta e quatro côvados, segundo a medida humana usada pelo anjo.

18 A muralha era construída de pedra de jaspe, e a cidade de ouro puro, semelhante ao cristal puro.

19 Os fundamentos da muralha da cidade eram ornados de todo o tipo de pedras preciosas: o primeiro fundamento era de jaspe, o segundo de safira, o terceiro de calcedónia, o quarto de esmeralda,

20 o quinto de sardónica, o sexto de cornalina, o sétimo de crisólito, o oitavo de berilo, o nono de topázio, o décimo de crisópraso, o undécimo de jacinto, o duodécimo de ametista.

21 As doze portas eram doze pérolas, cada porta era feita de uma só pérola. E a praça da cidade era de ouro puro, como cristal transparente.

22 Não vi templo algum nela, porque o Senhor Deus omnipotente, com o Cordeiro, é o seu Templo.

23 A cidade não tem necessidade do Sol, nem da Lua, que a iluminem, porque a ilumina a glória de Deus e a sua lâmpada é o Cordeiro.

24 As nações caminharão à sua luz e os reis da terra lhe trarão a sua glória.

25 As suas portas não se fecharão durante todo o dia, porque ali não haverá noite.

26 Levar-lhe-ão a glória e as riquezas das nações.

27 Não entrará nela coisa alguma impura, nem os que cometam abominação ou mentira, mas somente aqueles que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.

 

22

1 E mostrou-me um rio de água viva resplandecente como cristal que saía do trono de Deus e do Cordeiro.

2 No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, está a árvore da vida, que dá frutos doze vezes, um em cada mês, e suas folhas servem para curar as nações.

3 Não haverá ali jamais maldição. O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade; e os Seus servos O servirão,

4 e verão a Sua face e o Seu nome estará sobre as suas frontes.

5 Não haverá ali mais noite, nem eles terão necessidade de luz de lâmpada nem da luz do Sol, porque o Senhor os iluminará, e reinarão pelos séculos dos séculos.

6 Disse-me então: «Estas palavras são fiéis e verdadeiras, e o Senhor, Deus dos espíritos dos profetas, enviou o Seu anjo a mostrar aos Seus servos as coisas que devem acontecer em breve.

7 E eis que venho em breve. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro».

8 E eu, João, sou quem ouvi e vi estas coisas. Depois de ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas tinha mostrado, para o adorar.

9 Porém ele disse-me: «Vê, não faças isso. Eu sou um servo como tu, como os teus irmãos, os profetas, e como aqueles que guardam as palavras deste livro; adora a Deus».

10 E disse-me: «Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo.

11 Aquele que é injusto, continue a praticar a injustiça, aquele que é impuro, continue na impureza, aquele que é justo, continue a praticar a justiça, aquele que é santo, continue a santificar-se.

12 «Eis que venho sem demora, e a Minha recompensa está comigo, para retribuir a cada um segundo as suas obras.

13 Eu sou o Alfa e o Ómega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.

14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes, para terem direito à árvore da vida e entrarem na cidade pelas portas.

15 Ficam de fora os cães, os feiticeiros, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira!».

16 «Eu, Jesus, enviei o Meu anjo, para vos testificar estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou a raiz e a descendência de David, a estrela resplandescente da manhã».

17 E o Espírito e a Esposa dizem: «Vem!» E quem ouve diga: «Vem!» E o que tem sede, venha; e quem quer, receba gratuitamente a água da vida.

18 Eu declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes juntar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas escritas neste livro.

19 Se alguém tirar qualquer coisa das palavras da profecia deste livro, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão descritas neste livro.

20 O que dá testemunho destas coisas diz: «Sim, Eu venho sem demora».«Amen.Vem,SenhorJesus!».

21 A graça do Senhor Jesus esteja com todos.